Pelas postagens anteriores você já
deve ter percebido que não sou um cara pequeno. Não que eu seja um gigante de
fato, mas tenho 1,85m e devo estar pesando na faixa dos 110kg. Quando imagino
um ciclista, logo me vem a imagem daquele cara esguio. Não é o meu caso.
Considerando o perfil de um ciclista esportivo ou mesmo de um ciclista
viajante, eu sou diferente... talvez um pouco exótico para o padrão usual.
Sempre que posso, treino de duas a
três vezes por semana. São treinos simples para manter minha resistência em
longas distâncias. Antes da construção do túnel Charitas-Cafubá, eu treinava no
asfalto, num circuito entre as praias de Charitas e São Francisco (Niterói). Um
local tradicional de treinos na cidade. Mas com a abertura do túnel a pista ficou
inviável. Parte da ciclovia foi desativada e houve um grande aumento do fluxo
de carros. Só fica mais calmo aos domingos. Uma pena. O fim de uma tradição.
Comecei a pedalar em Charitas ainda
nos anos 80, talvez eu tenha sido um dos primeiros a usar o local para pedalar
sistematicamente. Não lembro de ver muita gente treinando... Em Charitas, meu
treino básico era de 21km, totalizando 60km semanais. É pouco para o padrão de
um atleta profissional, mas o suficiente para eu ser capaz de fazer 100km/dia
em qualquer clima, mesmo contra o vento. Com o túnel tive que me adaptar. No
início, fiquei chateado, porque Charitas fazia parte da minha rotina e tinha a
vantagem de ser perto de casa. Era fácil dar uma fugida para treinar.
Porém, encontrei uma alternativa, que
foi atravessar o túnel e treinar nas praias oceânicas. Camboinhas, Piratininga
e Itacoatiara viraram meus locais de treino. Meu treino básico continuou sendo
21km, sendo que uma vez por semana faço um treino longo de 40km. Normalmente, só
considero a quilometragem de ida. Mas, ultimamente, comecei a considerar também
a volta. Gosto de finalizar os 21km na Praia de Camboinhas, que fica uns 13km
de casa. Dessa forma, em dias de treino curto, eu faço cerca de 36km, e 56km
nos de treino longo, quando vou até Itacoatiara. Apesar de precisar planejar
melhor meus horários, acabei achando uma boa troca. Ficou mais forte e
divertido.
Os treinos em si são prazerosos, mas
são treinos. Gosto mesmo é de viajar. Pedalar grandes distâncias. Ir às praias
oceânicas é o mínimo, as considero meu “quintal”. Felicidade é quando pego a
estrada.
Infelizmente, ainda não viajei o tanto
que eu gostaria. Fiz Niterói-Arraial, algumas vezes; uma viagem em Minas Gerais;
e outra de Bananal até Paraty. O velho desequilíbrio entre tempo e dinheiro é o
limitador. Quando se tem um, não se tem o outro.. Amo de paixão minha Bike, mas
não vivo dela. Como professor não ganho muito. E como fotógrafo, escolhi
caminhos nos quais o retorno financeiro não é uma garantia, invisto nos meus trabalhos
autorais e em educação. Quem sabe um dia eu consiga unir bike, fotografia e escrita
em algo rentável... penso muito nisso, talvez quando me aposentar de Petrópolis...
Não falta muito. Por enquanto, me contento com os pequenos prazeres.
Já estava esquecendo... o “Amarelo” é
por conta do meu “uniforme” de corrida. No asfalto é sempre bom estar o mais
visível possível. Por isso acabei criando o hábito da camisa amarela para me “proteger”
dos carros e dos pedestres. Então, se você estiver em Niterói e avistar um
ciclista enorme, numa bike híbrida, vestindo uma camisa amarela, tem uma boa
chance de estar me vendo.
Herbert
17/set/18
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| Autorretrato depois do treino, Praia de Camboinhas, Niterói |
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| Minha querida bike em Camboinhas |
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Treino padrão em Niterói
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| Bike comprada em São Luís (MA) para vagar pelo centro, 2010 |
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| São Luís, MA, 2010 |
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| Viagem para Arraial do Cabo, Praia de Itaiapuaçu, Maricá, 2010 |
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| Trancoso, BA, 2007 |
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| Trancoso, BA, 2007 |
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| Antonia, passeio para Chateau Chenonceau, Amboise, France, 2016 |
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| Paraty, RJ, 2006 |










